Encontros de Estudos do GP ELLAE - Sextas-feiras - 9h às 12h
Universidade Federal do Acre (UFAC), Rod. BR-364, 6000, Rio Branco, Acre, Brazil
Encontros de Estudos do GP ELLAE - Sextas-feiras - 9h às 12h

Na conjuntura do narrar, o trabalho com a palavra vai assumindo diferentes formas, ao evidenciar as estratégias linguísticas e visuais a que se propõe. Neste sentido, propomos uma oficina que estabeleça uma imersão entre Cinema e Literatura, enquanto ferramentas narrativas, e sua articulação humanizadora. Ao proporcionar aos participantes uma experiência interdisciplinar e crítica, a partir de uma abordagem metodológica e alternativa ao ensino de línguas e literaturas, adotamos as prerrogativas teóricas de Roland Barthes (1964, 1973, 1978), Antonio Candido (2011), Edgar Morin (1990), Antoine Compagnon (2010), Silviano Santiago (2019, 2020) e Tânia Carvalhal (2006), dentre outros postulados teóricos, para compreender os processos de construção narrativa, a relação entre arte e sociedade, e a importância da literatura e do cinema na formação do sujeito. Partindo da investigação e da experiência analítica com Django Livre (Quentin Tarantino, 2012) e Pai contra mãe (Machado de Assis, 1906), buscamos a reflexão crítica e a possibilidade de produção de textos e materiais didáticos que articulem as artes narrativas, de modo a desenvolver competências analíticas e metodológicas que reconheçam a importância da interdisciplinaridade no ensino de línguas e literaturas.

No contexto educacional atual, a utilização de ferramentas digitais para a criação de conteúdos interativos tem se tornado cada vez mais relevante. O Canva é uma plataforma versátil que permite a criação de apresentações dinâmicas e atrativas, facilitando o processo de ensino-aprendizagem. Esta oficina visa introduzir acadêmicos e docentes dos cursos de línguas às funcionalidades do Canva, capacitando-os a desenvolver games e quizzes que possam ser utilizados em suas práticas pedagógicas. A oficina justifica-se pelo fato de que a integração de tecnologias digitais no ensino de línguas pode ser importante para engajar os estudantes e promover uma aprendizagem significativa. Os Games e quizzes são recursos eficazes para revisar conteúdos, avaliar conhecimentos e estimular a participação ativa dos alunos. O Canva, com sua interface intuitiva e recursos variados, oferece uma excelente oportunidade para que educadores e acadêmicos criem materiais didáticos interativos e personalizados. Esta oficina proporcionará aos participantes as habilidades necessárias para explorar o potencial do Canva, contribuindo para a inovação e a qualidade do ensino de línguas.

Conhecimento prático da Libras para situações de comunicação no ambiente escolar. Direitos e necessidades educacionais das pessoas surdas.

Análise do processo de escrita do surdo em português. A importância do processo de reescrita, a partir dos traços de interlíngua. Os limites entre a língua de instrução e a língua alvo de aprendizagem.

A análise Sociológica da Música busca analisar a música em elementos que explorem as variáveis embutidas nos mais diferentes contextos sociais, que surge como uma oportunidade de transmitir diversos significados, podemos, assim, trabalhar a letra, melodia, cinematografia e até as expressões artísticas presentes nesse cenário, além disso, existe os significados históricos e culturais, especialmente no Brasil que possui uma pluralidade e diversidade cultural que conta a história do povo Brasileiro. Segundo (BODART Cristiano, 2022, p.8) a análise de música a partir da sociologia pode ser uma boa oportunidade de enxergar coisas das quais não costumamos ver com facilidade. Nesta oficina iremos trabalhar muito mais que apenas a análise sobre os elementos presentes na música, além de propor uma reflexão crítica através da análise sociológica, inter-relacionado a isso, a oficina também visa um momento de arteterapia em que o fazer artístico, partindo da contextualização e leitura do material proposto, materializa por meio da produção artística orientada um momento introspectivo e relaxante onde os participantes poderão expressar os conhecimentos que ali foram gerados, viabilizando, de acordo com (SCHWARTZ, Suzana, 2014, p.23) o incorporar da percepção e reflexão crítica promovida pela proposta, viabilizando também relações de construção de conhecimento.

Por muito tempo, a oralidade foi negligenciada pela escola, sendo colocada às margens do ensino de língua materna, enquanto a escrita mantinha um lugar de destaque entre as práticas de letramentos escolares. Entretanto, de acordo com a Base Nacional Comum Curricular (Brasil, 2018), o ensino de língua portuguesa, na educação básica, deve contemplar práticas de linguagens voltadas para leitura, escuta e produção textual, tanto escrita quanto oral, orientação já presente nos Parâmetros Curriculares Nacionais (Brasil, 1998). Desse modo, gêneros discursivos orais, como entrevistas, podcasts, seminários, debates e declamação de poemas, devem estar presentes na sala de aula, com o intuito de possibilitar aos alunos o conhecimento/aperfeiçoamento desses textos, que também estão presentes em outros contextos de interação. Esta oficina foi formulada a partir da disciplina “Análise da Conversação”, ministrada pela coordenadora desta proposta a uma turma de licenciatura em Letras Português da Universidade Federal do Acre, durante o primeiro semestre de 2024, e pretende contemplar estudantes de Letras, Pedagogia e áreas afins, assim como professores que atuam na educação básica e que sabem da importância de se trabalhar com a oralidade. Como metodologia, primeiramente, será abordado, de forma bem breve, o aporte teórico que respalda a proposta da oficina, como Koch (1995), Dolz e Schneuwly (2004), Marcushi e Dionizio (2007) e Storto (2023), por meio do qual serão apresentadas as normas de transcrição grafemática extraídas de Castilho e Preti (1986 apud Koch, 1995), além da organização geral da conversação (turnos, interações simétricas e interações assimétricas, assalto ao turno, sobreposição de vozes, espaços de transição e pares adjacentes) e as seguintes categorias de análise: correções, repetições e parafraseamento, marcadores conversacionais e preservação da face. Por meio desta oficina, espera-se contribuir com a ampliação das possibilidades de ensino de língua materna no que tange às práticas de oralidade exercidas nas variadas esferas de atuação humana.

A oficina tem o objetivo de promover a introdução de educadores e estudantes ao uso do Pictoblox como uma ferramenta para o ensino e aprendizagem. Os conteúdos abordados serão: introdução aos conceitos básicos de programação, IA e modelos de aprendizagem com o Pictoblox, e estratégias para incorporar o Pictoblox nas aulas - estudo de caso. Fundamentados nos autores da referência, adotaremos uma metodologia que promova a colaboração, a exploração e a reflexão. Essa abordagem permitirá não só o alinhamento entre a teoria e a prática, mas também promoverá um ambiente de aprendizagem dinâmico e interativo. Os materiais necessários serão: uma sala com computadores, acesso à internet e projetor (preferencialmente em um laboratório maker ou de informática). A carga horária da oficina será de 3 horas, tendo como público-alvo alunos e professores.

Na segunda metade do século XX, o advento das novas tecnologias da informação transformou radicalmente a forma como conteúdos propagandísticos, midiáticos e bens de consumo são produzidos e consumidos. Essa globalização do consumo trouxe consigo a necessidade de estratégias específicas para traduzir e adaptar conteúdos para diferentes públicos. A domesticação de conteúdos, especialmente em mercados internacionais, tornou-se uma ferramenta indispensável para facilitar a comunicação com públicos-alvo distintos, como macro e micro regiões dentro de um mesmo país. Além disso, essa prática permite gerar identificação entre o público e o produto, fortalecendo sua relevância cultural.
No contexto brasileiro, a centralização da representatividade linguística no Sudeste é evidente. Propagandas, filmes, séries, novelas e jogos tendem a refletir as variações linguísticas predominantes em São Paulo e Rio de Janeiro, o que cria barreiras culturais e linguísticas para as demais regiões do país. Essa concentração limita a conectividade cultural e reforça a invisibilização de outras variantes do português brasileiro. A exclusividade na representação linguística desconsidera a riqueza e diversidade cultural do Brasil, perpetuando uma percepção homogeneizada que não reflete a pluralidade do país.
A presente oficina tem como objetivo demonstrar como as metodologias de localização podem ser aplicadas para adaptar conteúdos linguísticos às variações regionais, promovendo maior representatividade cultural. Por meio da localização, busca-se construir uma ponte entre o público e os textos localizados, fortalecendo a identificação do sujeito com sua região e cultura. Esse processo não apenas enriquece a experiência do consumidor, mas também posiciona o localizador como um agente transformador na comunicação entre culturas.

Na oficina iremos abordar os seguintes aspectos da Língua Portuguesa: Leitura e interpretação de texto. Concordância verbal e nominal. Regência verbal e nominal. Crase. Pontuação. Figuras de linguagem. Funções da linguagem. Dificuldades: a fim/afim, uso dos porquês, enfim/em fim, mais/mas, más, todo o e todo, senão/se não; para eu/para mim, a cerca de/acerca de/há cerda de, entre outras.

Características das competências da redação do Enem. Habilidades de escrita. A norma padrão da língua portuguesa. Conhecimento do tema. Organização da argumentação. Organizadores textuais. A proposta de intervenção.

Estudo pelos Gêneros textuais. Conceito, Estrutura e Características. Biodata. Carta de Intenção. Diário de Bordo. Portfólio. Produção textual escrita. Tem-se como objetivo contribuir com o ensino da produção dos gêneros textuais: biodata, carta de intenção e diário de bordo/portfólio, oportunizando a autonomia, autoestima e produção escrita dos textos.
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